Pessoal reparei que ainda tenho uns erros no blog, só que este é o meu primeiro então é meio difícil.Vou tentar corrigi-los.
Esta história é bem pequena., tem só três capítulos, mas espero que gostem! :)
Capítulo 1 – Branco
Lensai chegava a casa, encharcado. Punha as chaves
na fechadura, envolvido num rock pesado. Desistira de acender um cigarro. Mas a
falta de nicotina no corpo estava a tornar-se dolorosa. As mãos tremiam de
leve. Fechou-as em punho quando a chave caiu. Bateu fortemente na parede com
uma das mãos. Magoando-se nos nós desta.
Ouviu o ranger do portão atrás de si.
Uma menina, baixinha, de olhar perdido aproximou-se
dele. Observou atentamente os fios rubros compridos do rapaz, observou aqueles
olhos negros, que a fizeram estremecer de medo. Observou o maxilar perfeito,
como que, desenhado à mão, mostrando porém um leve acento de rudez.
– Lensai? – Chamava preocupada, observando os nós
da mão esquerda dele.
O rapaz franziu as sobrancelhas, os lábios em linha
reta.
– O que é que tu queres? – Levantou a cabeça e
virou-se encarando-a pela primeira vez. Sentiu uma pontada de arrependimento.
Olhou o vestido branco molhado dela, a forma como tremia de frio, a expressão
triste. Quando cruzou os seus olhos com os dela, surpreendeu-se. Sentiu uma
leve onda de algo, ainda fora do seu entendimento, prolongar-se por todo o seu
corpo. Nostalgia? Quando perdera ele aquele olhar?
Não ia pedir desculpa porém. Recompôs-se e abriu a
porta. Finalmente. Deixou-a entre aberta. Passaram-se alguns momentos. A chuva
cada vez mais forte caía sobre a pequena. Lensai suspirou. Subiu as escadas
apressadamente. Desceu depois com duas toalhas brancas, felpudas.
– Como te chamas? – Lensai tentava soar simpático.
Ela ergueu o olhar.
– Rya, Rya Tomoko.
– Entra Rya. – Dizia estendendo os braços em
direção da entrada. Soava ligeiramente sarcástico.
A pequena correu até à porta arrastando o saco de
lona. Lensai deixou cair a toalha branca na sua cabeça.
– Obrigada, Lensai.
O ruivo revirou os olhos, irritado.
– Não penses que sou simpático. – Parou. – Chama-se
caridade. – Passou a toalha nos fios rubros, ainda com algumas gotas de água e
acrescentou. – Agora, quem diabos és tu?
A menina estava distante. Tentava limpar o cabelo
adequadamente, enquanto, limpava o chão, tentando desesperadamente secá-lo. Mas
as gotas não paravam de cair do seu cabelo. Lensai irritou-se. Puxou-a pelo
pulso, elevando-a. Tirou a sua própria toalha dos ombros e secou-lhe o cabelo. Ela
comportava-se como uma criança.
Rya abriu o fecho do saco de lona e tirou um
envelope.
– Sra. Covenant, tua mãe, convidou-me a viver nesta
casa, contigo, durante o intercâmbio escolar.
Lensai observou-a enraivecido. Notou só então o
leve acento coreano, no inglês praticamente perfeito dela. Era mais uma ideia
extraordinária da sua mãe para arranjar alguém que o levasse para o “bom
caminho”.
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Era de manhã. Sábado, frio, silencioso, pequenos
flocos de neve caiam delicadamente sobre os passeios de Inglaterra. Caiando-os
lentamente de branco, branco puro. Branco belo, branco fascinante, branco,
simplesmente branco.
A morena enfiou as mãos nos bolsos da gabardine.
Eram sete da manhã. Lensai estava provavelmente ainda num sono profundo. Rya
não tinha muita certeza sobre que tipo de pessoa era ele afinal. Deu uns passos
e passou pelo portão. Não parecia ser de modo algum educado e estudioso e muito
menos fofo, como todos os seus amigos. Só ainda não desvendara se ele era um adolescente problemático, ou se
simplesmente fingia ser um. Havia
porém algo indiscutível: ele era diferente.
Rya aconchegou-se na gabardine branca. Tapou os
lábios com o cachecol vermelho.
Caminhava pela rua, lentamente. Não sabia o que
fazer exatamente. Trazia alguns dólares no bolso. Talvez fosse a algum “pub” ou
tomar um chocolate quente num café qualquer.
Semicerrou os olhos. Tinha de ter cuidado. Se fosse
muito longe, perder-se-ia. E sabia muito bem que Lensai não a iria procurar.
Continuou, porém, a caminhar, envolvida nos seus pensamentos.
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Lensai acordou. O vento forte entrava pela frincha
da janela velha. A tinta estalava. O uivo do vento parecia entoar uma espécie
de canto, ora muito forte, ora muito delicado. Chegaria a ser belo, se não o
tivesse acordado. Levantou-se, o abdómen definido dele era visível na camisola
branca.
Desceu as escadas. Os fios rubros estavam
emaranhados uns nos outros, ele passava a mão pela cara, tentando espantar o
sono. Onde se tinha enfiado aquela miniatura de gente?
Levou um cigarro aos lábios, acendeu-o. Pousou os
pés na mesa e ligou a aparelhagem. No máximo.
O tempo passava. Anoiteceu. Já não sabia quantos
cigarros tinha fumado, nem quantas vezes se tinha levantado para a ir procurar,
desistindo logo a seguir. O que ele estava prestes a fazer? Ir atrás dela?
Mas rápido amanheceu. E ela não voltou.
Foi então, que, o telemóvel tocou.
Prévia do capítulo 2:
“Havia
corpos ensanguentados.
–
O que fizeram com ela? – Ele segurava o homem pelos colarinhos. Sentia o peso
dele todo sobre o braço direito dele. A sua raiva era tanta que o levantara do
chão. O braço esquerdo estava dobrado, um pouco atrás da orelha dele, a uma
distância razoável. Preparava um gancho de esquerda.
O
homem soltou um gemido de dor e medo, quando, ele ameaçou movimentar a mão.
–
Ela…E-Ela..Eles….”
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